Moradores da região das Botas, no município de Araputanga estão vivendo dias de dificuldades. Com o período chuvoso a estrada e as pontes da região ficam à mercê da sorte.
Naquele mesmo dia a reportagem obteve fotos do desvio construído abaixo da ponte do Ribeirão das Pitas, próximo a Farinópolis. Só se sabe que ali existiu desvio um dia, quem o viu construído, porque a chuva levou o baixo desvio, mais uma vez.
Sem opção, os motoristas são obrigados a trafegar sobre a ponte do Ribeirão que está torta e pode desabar a qualquer momento.A manutenção da ponte é responsabilidade do governo do estado.
A reportagem está atenta como as verbas vem sendo investidas em pontes. Em abril/2012 a ponte das Pitas estava em estado de calamidade. Até uma moto terminou dentro do rio pelo buraco que surgiu no madeiramento podre da ponte. A reforma custou mais de cem mil reais.
Um vereador que trafega sobre a ponte em questão, para vir e voltar à sede do município, chegou a reclamar do problema no Tema Livre da Câmara, porém, apesar de a obra ser responsabilidade do Estado, o vereador pode não ter fiscalizado adequadamente.
Passados cerca de 15 meses da reforma a ponte já pedia reparos. Como os reparos não foram feitos e, decorridos 22 meses da reforma, a ponte ameaça desabar com os veículos que sobre ela trafegam.
UM POVO QUE SOFRE
O povo da região das Botas está sofrendo. No dia 16 de janeiro a Folha de Araputanga mandou um repórter fotografar o trabalho de construção da ponte na saída das Botas, feita com recursos da comunidade. Vinte e dois dias depois a reportagem flagrou a água tragando todo o esforço do trabalho feito em regime de mutirão.
Para construção da ponte das Botas, em janeiro, a vereadora Stellamaris Otenio colaborou cedendo um trator que pertence à fazenda Canaã para fazer o aterro na cabeceira. A reportagem investigou e descobriu que à época a máquina da Prefeitura não fez o serviço porque segundo informações obtidas com moradores, o equipamento municipal estava sem freios.
Em menos de um ano, os moradores tiveram que trabalhar em mutirão para construir pelo menos quatro pontes para que a comunidade não caia definitivamente no isolamento.